Colunista analisa a projeção de que o Brasil será o líder mundial na produção de soja em 2019
O Brasil pode se tornar o maior produtor mundial de soja em 2018, superando os Estados Unidos, segundo reportagem da Folha de São Paulo. Essa projeção otimista se deve a problemas de produção enfrentados por outros países, principalmente a Argentina, que sofreu perdas significativas devido à falta de chuvas no final de 2017, estimada em US$ 5 bilhões.
Oportunidades para o Brasil
A redução na produção da Argentina e dos Estados Unidos abre uma janela de oportunidade para o Brasil no mercado internacional. Embora a área plantada de soja no Brasil não tenha aumentado significativamente, o aumento da produtividade por área tem sido crucial. Essa maior eficiência, combinada com os problemas enfrentados pelos concorrentes, coloca o Brasil em uma posição privilegiada para aumentar suas exportações.
Produção de Soja em Diferentes Regiões
A produção de soja no Brasil é diversificada, ocorrendo em diversos estados. Em Guaíra, por exemplo, a soja vem se destacando, mesmo com a forte presença de usinas sucroalcooleiras. Produtores rurais estão optando pela soja devido à sua maior rentabilidade, cultivando-a em áreas arrendadas ou em conjunto com outras culturas, como a cana-de-açúcar. Regiões como Araraquara também demonstram alto volume de exportação de soja.
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Impacto nas Exportações e Cenário Econômico
O aumento na produção de soja pode alavancar as exportações brasileiras, compensando a queda observada em janeiro de 2018, onde as exportações paulistas representaram quase 20% das vendas brasileiras, porém com queda. A mudança na localização de escritórios de grandes empresas produtoras, migrando para regiões produtoras, explica a redução nos números de São Paulo. Apesar da recessão passada que impactou o setor agrícola, a retomada econômica e os investimentos em novas áreas de plantio abrem novas perspectivas para o estado de São Paulo como um grande centro de exportação.
Além da produção de soja, a reportagem também abordou um evento em Ribeirão Preto sobre fornecedores de energia para o setor sucroalcooleiro. A discussão centralizou-se na remuneração dos fornecedores pela palha da cana, utilizada na geração de energia, demonstrando a importância de uma remuneração justa para todos os envolvidos na cadeia produtiva.