Fogo na Amazônia deve ser proibido por 120 dias; confira!
A preocupação com o desmatamento na Amazônia e seus impactos no agronegócio brasileiro foi tema de discussão no programa CBN Agronegócio. O economista José Carlos de Lima Jr. analisou a decisão do governo de proibir queimadas na região por 120 dias.
Pressão Internacional e a Moratória
A medida de proibir queimadas por 120 dias, segundo José Carlos, é resultado da pressão internacional sobre o Brasil. Empresas multinacionais, instituições bancárias e fundos de pensão enviaram cartas alertando para os impactos negativos do desmatamento na imagem do agronegócio brasileiro e no acesso a mercados internacionais. A moratória, embora positiva, é vista como uma medida pontual, e não uma solução definitiva para o problema.
Impactos Econômicos e o PIB do Agronegócio
Apesar dos desafios ambientais, o PIB do agronegócio brasileiro apresentou crescimento no primeiro quadrimestre de 2023. Dados da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) e do Cepea (Centro de Estudos Avançados de Economia Aplicada) indicam que a atividade agropecuária se manteve produtiva mesmo durante a pandemia. O setor de produção agrícola e pecuária foi o que mais cresceu, impulsionado por fatores como a exportação de carne para a Ásia, em decorrência da peste suína africana.
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Perspectivas e Necessidade de Políticas de Estado
José Carlos destaca a necessidade de políticas de Estado consistentes para a preservação ambiental e o desenvolvimento sustentável do agronegócio. Medidas pontuais, como a moratória de queimadas, são importantes, mas insuficientes para garantir a longo prazo a competitividade do setor no mercado internacional e a preservação da Amazônia. A ausência de políticas de Estado em áreas como educação, saúde e meio ambiente compromete o desenvolvimento econômico e social do país.