Aumenta o número de usinas endividadas no Brasil
O setor sucroenergético brasileiro enfrenta uma grave crise, com um número crescente de usinas endividadas e buscando recuperação judicial. De acordo com dados recentes, cerca de 40 usinas estão em processo de recuperação judicial, enquanto 36 encontram-se paradas, em um cenário agravado pela queda nos preços do açúcar e etanol.
Cenário de Crise e Ausência de Políticas Públicas
A situação delicada das usinas brasileiras reflete a ausência de uma política de Estado efetiva para o setor sucroenergético. A falta de um programa consistente que garanta a continuidade das atividades, somada à oscilação de apoio governamental a diferentes setores da economia, deixa os empresários em situação vulnerável. Esse cenário de instabilidade prejudica os investimentos e compromete a sustentabilidade do setor.
Investidores Estrangeiros e o Futuro do Setor
Apesar da crise, o interesse de investidores estrangeiros em usinas brasileiras em dificuldades é notável. A atratividade de empresas “baratas” gera oportunidades de aquisição, mas é fundamental que haja controle sobre como esse capital estrangeiro será utilizado, fomentando o desenvolvimento e privilegiando também o empresário nacional. A entrada de capital externo é importante, mas precisa estar alinhada a um planejamento estratégico que assegure o crescimento sustentável do setor.
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Adaptação e Busca por Novos Mercados
Para sobreviver à crise, os empresários do setor precisam se profissionalizar, aprimorando a gestão e buscando novos mercados. A diversificação de produtos e a exploração de nichos, como o açúcar orgânico ou o etanol para fins específicos, são estratégias essenciais para aumentar a rentabilidade e reduzir a dependência de commodities como o açúcar comum. A região de Araraquara, por exemplo, demonstra a capacidade de adaptação, com alguns empresários locais mantendo a rentabilidade, enquanto outros grupos tradicionais foram adquiridos por empresas internacionais.