Quais os riscos dos embates entre o governo brasileiro e o Chinês para o agronegócio
O governo federal tem se envolvido em disputas comerciais com a China, gerando preocupações para o agronegócio brasileiro. A situação é complexa e envolve diversos fatores.
Embate comercial e suas origens
O embate começou com os Estados Unidos culpando a China pela pandemia de COVID-19. O Brasil, alinhado com os EUA, adotou uma postura semelhante, com declarações de membros do governo, como o Itamaraty, que geraram tensões com um importante parceiro comercial do agronegócio brasileiro.
Impacto no agronegócio brasileiro
Essa tensão geopolítica, em um contexto de bipolaridade mundial, afeta o crescimento global e impacta diretamente os preços das commodities, com consequências negativas para o Brasil. A China, apesar das críticas dos EUA, continua negociando com eles, principalmente no setor de suínos, devido à redução da produção chinesa após uma grande mortalidade de animais em 2019. Os EUA e o Brasil são grandes produtores de proteína animal, mas a China busca mercados substitutos para produtos onde consegue encontrar alternativas.
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Cadeias produtivas mais afetadas
A pandemia agravou problemas preexistentes no agronegócio brasileiro. Regiões como o sul do país sofreram com quebras de safra devido ao clima, enquanto outras, como o sudeste, viram setores como o de suco e flores impactados pela redução do consumo durante a quarentena. O setor de flores, por exemplo, sofreu com a diminuição de eventos e festas, e com dificuldades de escoamento da produção.
Em resumo, a situação é delicada e exige atenção. As tensões geopolíticas, somadas aos desafios climáticos e à pandemia, criam um cenário complexo para o agronegócio brasileiro, impactando diferentes cadeias produtivas e exigindo estratégias de adaptação.