Quais os impactos do coronavírus no Agro?
O impacto econômico do coronavírus foi tema de discussão no programa CBN Agronegócio. A doença, que já havia causado apreensão global, chegou à América Latina com o primeiro caso confirmado no Brasil, gerando impactos significativos no mercado financeiro e na cotação de commodities agrícolas.
Impactos no Mercado Financeiro
A transmissão do vírus de humano para humano, confirmada em 20 de janeiro, inicialmente gerou preocupação, mas enquanto o vírus estava contido na China, o mercado sentiu um temor moderado. A construção rápida de um hospital na China contribuiu para uma sensação de segurança. No entanto, a disseminação do vírus para a Itália e Alemanha, dois importantes hubs comerciais globais, aumentou significativamente a apreensão. A rápida propagação na Europa gerou temor de impactos na economia mundial.
Análise Setorial da Economia
Uma análise setorial da economia, desde 20 de janeiro, revela impactos diferenciados. Setores como energia (queda de 9%) foram mais afetados do que outros, como serviços públicos (queda de 5%). O setor de commodities, apesar de inicialmente afetado pela situação na China, teve uma queda de apenas 2%, mostrando recuperação subsequente. Setores voltados para o consumo interno, como o de seguros no Brasil (aumento de 6%), apresentaram crescimento. O setor farmacêutico também teve valorização expressiva. Conclui-se que o impacto do coronavírus não é uniforme em todos os setores econômicos.
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Ações do Mercado e Perspectivas Futuras
A incerteza sobre a duração da crise e a falta de informações confiáveis da China geram volatilidade no mercado. Investidores migram de ativos de risco (como commodities e ações) para ativos mais seguros (como ouro e dólar). A valorização do dólar, embora positiva para as exportações brasileiras, encarece as importações, especialmente de insumos agrícolas como fertilizantes, muitos dos quais são provenientes da China. A falta de transparência na divulgação de informações pela China e a rápida disseminação do vírus na Europa, com maior fluxo de pessoas, contribuem para a incerteza do mercado. Atualmente, o mercado prioriza a segurança, levando à valorização do dólar e ouro, e ao aumento no custo das importações.