Coronavírus pode afetar empresas brasileiras que usam insumos fabricados na China
Empresas brasileiras que dependem de insumos chineses precisam se preparar para possíveis desabastecimentos devido à crise do coronavírus. A China, importante fornecedora de produtos agrícolas para o Brasil, enfrenta paralisações em suas fábricas, impactando diretamente o agronegócio brasileiro.
Impacto no Agronegócio Brasileiro
A dependência brasileira de insumos chineses, como o glifosato (99% importado da China em 2019), gera preocupação. A paralisação das fábricas chinesas, iniciada em fevereiro, ameaça o abastecimento para a próxima safra, que começa a se preparar em maio. A falta de preparação das indústrias brasileiras para uma eventual paralisação da produção chinesa agrava a situação.
Cenários e Preocupações
O Brasil importa diversos insumos da China, incluindo fósforo e fertilizantes. Embora existam estoques, eles são insuficientes para suprir a demanda caso o desabastecimento se prolongue. A situação é monitorada de perto, principalmente porque o pico de importações ocorre entre maio e outubro. A capacidade de resposta da China ao surto, e a contenção da epidemia, são fatores cruciais para mitigar os impactos no agronegócio brasileiro e global.
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Projeções e Planos de Contingência
A dependência global de insumos fabricados na China, resultado da concentração da produção na Ásia desde os anos 1990, expõe a fragilidade do sistema. Um plano B, que envolveria a reativação de fábricas desativadas em outros países, levaria de um a dois anos para ser implementado. Atualmente, o foco é no desenvolvimento de alternativas e na reorganização das cadeias de suprimentos para reduzir a dependência da China. Apesar das incertezas, a expectativa é de retomada econômica significativa após o controle da epidemia, semelhante ao ocorrido após o surto de SARS em 2003.