Estados Unidos decide manter o impasse sobre a adesão de novos membros na OCDE
A não adesão do Brasil à OCDE, apesar da promessa feita por Donald Trump a Jair Bolsonaro, expõe fragilidades na política externa brasileira.
Promessas não cumpridas e as consequências para o Brasil
Em março, Bolsonaro negociou com Trump a entrada do Brasil na OCDE em troca da renúncia a direitos na Organização Mundial do Comércio (OMC). O Brasil cedeu em diversas áreas, incluindo a redução de tarifas de importação de trigo americano e a flexibilização de regras para importação de carne suína. No entanto, os Estados Unidos não cumpriram sua parte do acordo, deixando o Brasil em situação desvantajosa.
Impacto econômico e na imagem internacional
A falta de cumprimento da promessa americana afeta não só a economia brasileira, que esperava benefícios com a integração à OCDE, mas também a imagem do país no cenário internacional. A percepção de amadorismo na condução das relações externas prejudica a credibilidade do Brasil em futuras negociações.
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A necessidade de reformas internas e relações internacionais sólidas
A entrada na OCDE exige reformas internas no Brasil, como melhorias na governança, combate à corrupção e investimentos adequados. Entretanto, a experiência demonstra a importância de se ter relações internacionais sólidas, baseadas em acordos confiáveis e não em promessas vazias. O episódio destaca a necessidade de uma postura mais cautelosa e estratégica nas negociações internacionais, evitando a submissão a promessas sem garantias concretas.