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Ouça a coluna ‘CBN Agronegócio’ com José Carlos de Lima Júnior

Consumo de combustíveis sofre redução de 8%, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo
CBN Agronegócio
Consumo de combustíveis sofre redução de 8%, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo

Consumo de combustíveis sofre redução de 8%, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo

A redução no consumo de combustíveis em 8% em julho, em comparação ao mesmo período do ano passado, impactou o mercado brasileiro. O consumo de gasolina e álcool caiu, enquanto o de diesel aumentou. Este cenário, reflexo da quarentena e do home office, já era esperado pelo setor.

Impacto nos preços e no consumidor

O consumidor, como era de se esperar, está preocupado com a alta dos preços. A inflação acumulada em atrássto disparou, retomando uma tendência iniciada em julho. Após a fase mais crítica da quarentena, os preços represados por quatro meses voltaram a subir. Apesar do home office, o funcionamento das centrais de abastecimento e o transporte rodoviário (que depende do diesel) contribuíram para a alta nos custos.

O embate entre o governo e o setor sucroalcooleiro

O governo federal enfrenta um grande desafio: equilibrar as negociações com os Estados Unidos, que pedem a liberação do mercado de etanol sem tarifas, com os interesses do setor sucroalcooleiro brasileiro. A manutenção da cota de 750 milhões de litros de etanol americano importado isento de impostos é um ponto de tensão. Os EUA tiveram 12 meses para apresentar uma contraproposta, mas não o fizeram, solicitando atrásra mais 30 dias. Essa situação prejudica o setor produtivo brasileiro, que busca segurança nas exportações e uma contrapartida para a exportação de açúcar para os EUA. A falta de bom senso e uma política de comércio internacional voltada para os interesses do Brasil são apontadas como problemas centrais.

Regiões afetadas e perspectivas futuras

A situação afeta principalmente as usinas do Nordeste, onde entra o etanol americano. Na região produtora de açúcar, o impacto se dá nas exportações, penalizadas pela falta de reciprocidade na isenção tarifária. A alta nos preços de alimentos em atrássto, quase dobrando em relação a julho, demonstra o impacto da situação na vida do brasileiro, com a inflação afetando o custo de vida sem que a renda acompanhe o aumento.

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