Colunista comenta o menor crescimento da economia chinesa nos últimos 30 anos
A economia chinesa apresentou um crescimento pífio em 2018, o menor em três décadas, segundo o Valor Econômico. Esse desempenho, abaixo das expectativas, preocupa especialistas e impacta a economia global.
Desaceleração Chinesa e seus Impactos
A desaceleração da economia chinesa, que já vinha ocorrendo, atingiu níveis preocupantes em 2018. O país fechou o ano com o menor crescimento desde 1990. Um dos fatores apontados é o alto investimento do governo chinês em infraestrutura (50% a 60% do PIB), um modelo insustentável a longo prazo. A redução desse investimento impacta diretamente na demanda global, afetando a precificação de commodities.
Impacto no Agronegócio Brasileiro
A desaceleração chinesa já afeta o agronegócio brasileiro, com queda nas cotações de commodities como a soja. Em 2018, o Brasil se beneficiou da quebra da safra argentina e da guerra comercial entre China e EUA. Em 2019, com a recuperação da produção argentina e a expectativa de menor demanda chinesa, as exportações brasileiras devem diminuir. Mesmo com preços menores, a rentabilidade do produtor pode ser mantida com redução dos custos de produção.
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Estratégias para Mitigar os Impactos
Para minimizar o impacto da desaceleração chinesa, o Brasil precisa de reformas estruturais, principalmente na área tributária, para reduzir os custos de produção. A alta dívida pública dificulta essas reformas. Além disso, o país precisa diminuir sua dependência do mercado internacional, investindo em educação e infraestrutura, e tomando decisões políticas mais eficazes e menos sujeitas a oscilações externas. A dependência de dados da agência americana (USDA) para precificação de commodities também expõe o Brasil a riscos adicionais.