Colunista analisa os impactos no preço dos insumos com a alta do dólar
O ano de 2018 no agronegócio brasileiro foi marcado por eventos que impactaram significativamente o setor. A instabilidade política, culminando nas eleições presidenciais, e as mudanças no Congresso Nacional afetaram diretamente o câmbio, com o dólar apresentando forte valorização.
Impacto do Câmbio e dos Preços
A alta do dólar, chegando a R$ 4,5 em setembro, elevou o custo dos insumos agrícolas, encarecendo a produção e afetando a margem de lucro da indústria e dos produtores. A valorização cambial também impactou os preços das commodities, com o açúcar atingindo um dos menores preços em 10 anos (abaixo de 10 centavos de dólar por libra-peso), levando a uma priorização da produção de etanol em detrimento do açúcar. O café, apesar de uma produção recorde (50% superior à do ano anterior), também sofreu queda de preços (cerca de 22%), devido ao excesso de oferta no mercado internacional.
Clima e Safra
As condições climáticas também desempenharam um papel crucial. A falta de chuva em alguns períodos beneficiou a colheita da cana-de-açúcar, antecipando-a, enquanto em outras regiões, como o sul do Brasil, as chuvas prejudicaram o plantio de soja e milho. Essa variabilidade climática demonstra a vulnerabilidade do setor às intempéries.
Leia também
Balanço Geral Positivo
Apesar dos desafios impostos pela instabilidade cambial, queda de preços de algumas commodities e variações climáticas, o balanço geral do agronegócio brasileiro em 2018 foi positivo. O setor continuou gerando empregos e contribuindo significativamente para a economia nacional, com perspectivas otimistas para os anos seguintes. A produção recorde em algumas culturas, mesmo com preços menores, demonstra a força e resiliência do agronegócio brasileiro.