O preço dos combustíveis deve aumentar ou cair? Confira a análise do especialista
Empresas brasileiras de defensivos agrícolas enfrentaram um ano difícil, com vendas robustas mas margens de lucro pouco atrativas, segundo matéria do Valor Econômico publicada na CBN Agronegócio.
Cenário desafiador para o setor de defensivos agrícolas
A indústria química, responsável pela produção de defensivos, tem sofrido com a escassez de novas moléculas (princípio ativo) nos últimos dois anos. A falta de inovação disruptiva nos próximos cinco anos tem levado à commoditização das moléculas existentes, principalmente devido à concentração de mais de 80% da produção na China. Essa concentração permite à China controlar os preços, reduzindo as margens de lucro das empresas brasileiras e encarecendo o custo de aquisição para os produtores, impactado ainda mais pela taxa de importação e variação cambial.
Incertezas para 2019
As perspectivas para 2019 são incertas, mesmo com um cenário econômico positivo. A política ambiental chinesa, com fechamento de algumas indústrias, e as tensões comerciais entre Estados Unidos e China impactam diretamente o Brasil, grande importador e parceiro comercial desses dois países. Esse embate geopolítico é considerado uma preocupação maior para 2019 do que as eleições de 2018.
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Perspectivas para o agronegócio e preços de combustíveis
Embora 2018 tenha sido um ano desafiador devido à forte movimentação cambial (com o dólar superando os R$ 4,00), 2019 promete ser menos intenso. A estabilidade política contribui para um cenário mais previsível. Quanto aos combustíveis, a tendência é de aumento do preço do etanol, principalmente devido à entrada no período entre safras. Há relatos de aumentos já em alguns postos, com preços subindo de R$ 2,30 para R$ 2,70 em Ribeirão Preto. A expectativa é de equilíbrio entre a produção de açúcar e etanol em 2019.