Preço do feijão deve ficar ainda mais caro nos mercados
Com o início da época de chuvas, um problema atinge o consumidor brasileiro: a alta no preço do feijão. Em algumas regiões, o aumento chega a 50%, com perspectivas de novas elevações.
Avaré: o último reduto do feijão
A região de Avaré, em São Paulo, destaca-se como a única área do país atualmente em produção de feijão. De acordo com José Carlos de Lima Jr., produtor e especialista, o preço da saca saltou de R$ 90 para R$ 180 em apenas uma semana. Essa escassez, aliada aos baixos estoques e à ainda não iniciada safra paranaense (prevista para dezembro), impulsiona os preços.
Impacto da oferta e clima
A redução na produção de feijão nos últimos anos, devido à baixa atratividade do preço da saca para os produtores, é apontada como a principal causa da alta. Embora as condições climáticas também representem um desafio, principalmente na fase de colheita e secagem, o impacto da oferta reduzida é considerado bem maior. O clima afeta a colheita, forçando o produtor a transportar o feijão para secagem em outras regiões, aumentando os custos.
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Previsões futuras
A previsão é de que o aumento de preço na produção chegue ao consumidor, resultando em um feijão mais caro nos supermercados. Embora seja difícil precisar o valor exato do aumento, estima-se que possa alcançar entre 40% e 50%. A expectativa é de que a nova safra do Paraná, a partir de dezembro, alivie a pressão sobre os preços, mas até lá, o consumidor deverá sentir o impacto no bolso. O cenário indica que o início de 2019 será marcado por um feijão mais caro.