Colunista fala da importância da ‘sensibilidade social’ no meio profissional
Em nossa coluna semanal com o professor Davi Forle, discutimos hoje a importância da sensibilidade social. A falta dela se manifesta em situações cotidianas, como conversas em que uma pessoa domina a interação, ignorando as reações do outro, ou vice-versa, onde há uma ausência de reciprocidade e engajamento.
O que é sensibilidade social?
Sensibilidade social é a capacidade de perceber e interpretar as nuances da comunicação não verbal, as pistas sutis que as pessoas emitem, mesmo sem falar explicitamente. O contato visual, por exemplo, é uma fonte rica de informações sobre o engajamento e o nível de receptividade do interlocutor. Profissionais que atuam em diferentes culturas ou regiões demonstram maior sucesso quando possuem alta sensibilidade social, pois conseguem captar sinais e adaptar-se às diferentes dinâmicas de interação.
Como melhorar a sensibilidade social?
A pesquisadora Brené Brown destaca a urgência do desenvolvimento da sensibilidade social, especialmente em líderes. Estudos mostram que pessoas em posições de poder tendem a ter menor sensibilidade social. Para aprimorar essa habilidade, a meditação mindfulness é uma ferramenta valiosa, promovendo a autoconsciência e o foco na interação presente. Buscar interações sociais, fazer perguntas abertas e demonstrar genuíno interesse no outro são atitudes que contribuem para o desenvolvimento da sensibilidade social. Perguntar diretamente como você pode ajudar ou como o outro gostaria de ser tratado é fundamental.
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Foco no outro
Em resumo, o cerne da sensibilidade social reside em colocar o outro à vontade. Concentrar a sua energia e atenção em criar um ambiente confortável e receptivo para a outra pessoa é o caminho para uma comunicação mais eficaz e harmoniosa. Até a próxima semana!