No Dia Internacional da Mulher, sommelier fala da importância das mulheres na história da cerveja
Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, vamos celebrar a presença feminina no mercado cervejeiro, um setor que, historicamente, teve forte participação feminina, mas que viu essa participação diminuir com a industrialização.
Mulheres e a história da cerveja
A relação entre mulheres e cerveja remonta a tempos antigos. Nincas, deusa suméria, associada à agricultura e à fertilidade, era invocada para garantir boas colheitas de malte, essenciais para a produção de cerveja. Antigamente, a fabricação de cerveja era uma atividade predominantemente doméstica e feminina, realizada em casas antes da produção comercial em larga escala.
A retomada do espaço feminino
Com a industrialização, o setor cervejeiro tornou-se mais masculinizado. Porém, atualmente, as mulheres estão retomando seu espaço, não apenas na produção, mas também em áreas como pesquisa (com leveduras e lúpulos), finanças, marketing e eventos. Hildegard von Bingen, monja beneditina do século XII, inclusive, é creditada pela primeira menção às propriedades do lúpulo, ingrediente fundamental na cerveja.
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O futuro da cerveja: diversidade e respeito
Embora não existam dados precisos, estima-se que cerca de 30% dos profissionais do mercado cervejeiro sejam mulheres, um número crescente. É importante lembrar que cerveja não tem gênero; o paladar é individual. Precisamos de mais respeito e igualdade para que as mulheres possam continuar a contribuir e a crescer neste setor. Um brinde às mulheres cervejeiras!