Coluna desta semana fala da tecnologia usada na produção da cerveja artesanal
Tecnologia na Produção de Cerveja Artesanal
A produção de cerveja artesanal, apesar de parecer simples, envolve processos tecnológicos sofisticados que vão muito além de uma receita caseira. A busca por padronização e qualidade exige investimentos em pesquisa e inovação, especialmente em relação à sustentabilidade.
Inovações e Investimentos
Cervejarias da região de Ribeirão Preto estão investindo em equipamentos modernos, como o uso de energia solar para aquecimento da água na braçagem. Soluções inovadoras incluem o uso de algas como a spirulina, que consomem o CO2 produzido pelas leveduras, contribuindo para a biofixação de carbono. Investimentos em laboratórios permitem análises precisas, e equipamentos como centrífugas e sistemas de flash pasteurização e microfiltração, embora mais caros, otimizam a produção e permitem a criação de novos sabores. Mesmo equipamentos antigos, como o de uma cervejaria em Votorantim com 340 anos, podem ser altamente eficientes para receitas específicas.
Tecnologia Além da Fábrica
A tecnologia não se limita à produção. Aplicativos e plataformas online monitoram a experiência do consumidor, coletando dados valiosos para ajustes nas receitas. A cervejaria Pratinha, por exemplo, possui um aplicativo que permite o feedback direto dos consumidores, auxiliando o mestre cervejeiro na otimização do produto. A logística também se beneficia da tecnologia, garantindo a entrega eficiente até o consumidor final.
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A produção de cerveja artesanal, embora não gere grandes quantidades de resíduos, busca constantemente a sustentabilidade. Equipamentos como a centrífuga reduzem o uso de terra de diatomáceas na filtragem, e os resíduos podem ser reaproveitados na alimentação animal. Em Ribeirão Preto, nove cervejarias atuam, enquanto o Brasil contava com 675 cervejarias artesanais em 2017, segundo dados da Associação Brasileira de Cervejas Artesanais.