Jovens escolhiam estudar na Escola Otoniel Mota para fazer parte da banda e tocar no desfile de 7 de setembro
Neste 7 de setembro, feriado da Independência do Brasil, relembramos uma história curiosa e emocionante sobre a trajetória da fanfarra e banda marcial do Colégio Otônio Mota, em Ribeirão Preto.
A Banda e o Sete de Setembro
Para muitos alunos do Otônio Mota, o 7 de setembro era uma data especialíssima. A oportunidade de desfilar com a banda marcial era o ápice do ano letivo, o momento de mostrar o resultado de meses de ensaio e dedicação. A importância da data era tamanha que, segundo o músico Jimmy Zunque, muitos alunos dormiam na escola na véspera, ansiosos para o desfile.
Desafio da Chuva e o Espirito de Superação
Um dos grandes desafios enfrentados pela banda era a chuva, frequente em Ribeirão Preto nessa época do ano. Em uma apresentação em cidade vizinha, enquanto outras fanfarras se abrigavam da chuva, a banda do Otônio Mota permaneceu tocando, conquistando a admiração do público que aos poucos se aproximou para assisti-los. Esse ato de perseverança demonstra o espírito e a dedicação do grupo.
Competição e Legado
Existiu uma saudável competição entre a fanfarra do Otônio Mota e a do Colégio Marista, com muitos estudantes sendo amigos em ambas as bandas. Ao longo dos anos, a banda do Otônio Mota alcançou um nível de excelência comparável à do Marista. Hoje, com a diminuição de iniciativas escolares com fanfarras, a história da banda do Otônio Mota serve como um exemplo de perseverança e paixão pela música e pelas tradições cívicas. A lembrança dos desfiles na Avenida Independência e, anteriormente, na esplanada do Teatro Pedro II, mantém viva a tradição e a esperança de que, no futuro, possamos novamente apreciar o som das bandas marciais em nossas celebrações do Sete de Setembro.



