A culinária entre as guerras mundiais em Ribeirão Preto é o destaque da coluna
Olá a todos! Hoje, vim compartilhar uma experiência fascinante: participei de uma banca de TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) de um aluno de História cujo tema era a memória e o legado da alimentação em Ribeirão Preto entre 1918 e 1939, focando na culinária entre as guerras mundiais.
A influência das imigrações na culinária ribeirão-pretana
O estudo traça um panorama da culinária local, mostrando como as imigrações italiana, japonesa e síria influenciaram diretamente os hábitos alimentares da região. Essas culturas trouxeram novas referências que se fundiram com a culinária já existente, modificando costumes e criando novas identidades gastronômicas. Essa miscigenação cultural não se limitou à gastronomia, impactando também a moda, a língua e os hábitos da população.
A culinária italo-caipira e os rituais da pamonha
Um exemplo dessa fusão cultural é a chamada “culinária italo-caipira”, que combina elementos da culinária italiana com ingredientes e preparos típicos da região. A pesquisa destaca a pamonha como um prato representativo dessa mistura, não apenas como alimento, mas como um ritual familiar que envolve a participação de todos na preparação, desde a limpeza da palha do milho até o cozimento.
O coloral: um toque de cor na culinária de guerra
Outro ponto interessante abordado foi o uso do coloral na culinária da época. Durante as guerras mundiais, com a escassez de produtos industrializados, as famílias precisavam produzir seus próprios alimentos. O coloral, feito com fubá de milho, urucum, sal e óleo, era usado para dar cor aos pratos, especialmente ao frango caipira. Sua preparação, que envolvia socar os ingredientes em um pilão até liberar a cor do urucum, demonstra a criatividade e a adaptação da população às dificuldades impostas pelo período.
Em resumo, a pesquisa destaca a importância da culinária na construção da identidade cultural de Ribeirão Preto, mostrando como a mistura de diferentes influências forjou a gastronomia local. A pamonha e o coloral, símbolos dessa história, nos lembram a riqueza da nossa cultura e a força da tradição familiar na mesa.



