Colunista relembra os corredores históricos de Ribeirão Preto
Olá, pessoal! Hoje eu vim compartilhar uma experiência incrível que tive pela manhã. Fui convidada para palestrar na Escola Industrial de Ribeirão Preto, também conhecida como Itec José Martiniano, para um grupo de alunos do curso de Turismo.
Corredores Históricos de Ribeirão Preto: Uma Abordagem Singular
A professora da disciplina de Eventos Culturais me pediu para falar sobre os corredores históricos da cidade. Foi uma oportunidade deliciosa de revisitar temas importantes e compartilhar com vocês. A conversa com os alunos, um público mais maduro buscando requalificação profissional, se deu em um clima de resgate de memórias e reflexões sobre a identidade cultural de Ribeirão Preto.
Desvendando a Identidade Cultural
Em 2009, quando era secretária de Cultura, me fizeram uma pergunta desafiadora: qual a principal característica cultural de Ribeirão Preto? A resposta não era simples, pois a identidade cultural de um município precisa ser consensual, representando a visão de um grande conjunto de pessoas. Para responder, iniciamos um inventário de referências culturais, que durou três anos, analisando os bairros mais antigos: Centro, Vila Tibério, Vila Virgínia, Ipiranga, Campos Elíseos e Bom Fim Paulista.
Leia também
Preservação e Desenvolvimento: Um Equilíbrio Essencial
Nossa pesquisa identificou corredores históricos em cada localidade, representando seu núcleo cultural mais antigo. A Rua Caramuru, por exemplo, representa a Vila Virgínia, enquanto a Avenida Saudade representa os Campos Elíseos. A ideia não é preservar bairros inteiros, mas sim esses núcleos históricos, permitindo a conciliação entre preservação e desenvolvimento. Avenidas como a D. Pedro (Ipiranga), a Rua Felisberto Almada (Bom Fim Paulista), a José Bonifácio e a Gerônimo Gonçalves (Centro), e a Avenida do Café (Vila Tibério) são exemplos de corredores históricos que contam a história da cidade. Definir esses corredores é o primeiro passo para a criação de políticas públicas de preservação, conciliando o desenvolvimento com a valorização do patrimônio histórico.
Foi uma experiência gratificante compartilhar esse conhecimento com os alunos, e espero que vocês também tenham apreciado essa jornada pela história cultural de Ribeirão Preto. Até a próxima!



