Você sabia que a obra ‘Cidades Mortas’ de Monteiro Lobato tem relação com Ribeirão Preto? Confira o comentário
Neste artigo, analisamos a obra literária Cidades Mortas, de Monteiro Lobato, focando em sua relação com a região de Ribeirão Preto e o ciclo econômico do café no Brasil.
O Ciclo do Café e as Cidades Mortas
Cidades Mortas, um livro composto por contos, apresenta uma análise política e social do Brasil por volta de 1910, época em que o livro foi publicado. Lobato descreve o declínio das cidades do Vale do Paraíba, outrora prósperas devido à produção cafeeira, e o consequente desenvolvimento de outras regiões, como Ribeirão Preto.
Ribeirão Preto em Cidades Mortas
A obra de Lobato faz diversas referências a Ribeirão Preto, destacando a transição econômica do café do Vale do Paraíba para a região da Terra Vermelha. O autor descreve o contraste entre os “barões do café” do Vale do Paraíba e os “coronéis e reis do café” de Ribeirão Preto, evidenciando as diferentes estruturas de poder.
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O Conto “Café, Café” e a Cegueira Econômica
O conto “Café, Café” ilustra a teimosia de um barão do café que insiste em plantar, mesmo com a queda dos preços, representando a cegueira econômica que levou ao declínio das cidades do Vale do Paraíba. Essa narrativa serve como metáfora para o ciclo econômico do café e as consequências da falta de adaptação às mudanças do mercado.
Em resumo, Cidades Mortas oferece uma perspectiva única sobre o ciclo do café no Brasil, com foco no contraste entre o declínio de uma região e o desenvolvimento de outra, utilizando Ribeirão Preto como um exemplo emblemático dessa transformação. A obra de Lobato permanece relevante para a compreensão da história econômica e social do país.



