Colunista faz uma retrospectiva de 2018 e projeta as perspectivas de 2019
Um novo ano, novas reflexões. Em sua primeira participação no programa em 2019, a apresentadora inicia o ano com uma discussão sobre as cidades, identidade e o futuro da humanidade, baseada nas ideias do filósofo francês Edgar Morin, especificamente em seu livro “A Via para o Futuro da Humanidade”.
Reforma: Um ciclo interligado
Morin argumenta que existe uma interdependência entre diferentes tipos de reformas. Não há reforma política sem reforma do pensamento político, que por sua vez pressupõe uma reforma da educação, que novamente leva a uma reforma política. O mesmo raciocínio se aplica às reformas econômica e social, que dependem de uma reforma política e, consequentemente, de uma mudança no pensamento. Reformas de vida e éticas também estão intrinsecamente ligadas às condições econômicas e sociais. Em resumo, mudanças macro exigem mudanças micro; não se transforma a humanidade sem transformar o indivíduo, nem o país sem transformar as localidades.
Cidades: Qualidade versus Quantidade
Morin propõe uma “política de civilização” que visa restaurar solidariedades, reumanizar as cidades, revitalizar zonas rurais e priorizar a qualidade de vida em detrimento da quantidade. A ideia central é que mudar o planeta começa com ações locais, nas cidades, bairros e localidades. O crescimento desenfreado não é a única solução; a preservação das identidades culturais e a busca pela felicidade também são importantes.
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A Mudança Começa em Nós
A mensagem principal para 2019 é a necessidade de mudança individual para gerar mudanças globais. Deseja-se transformar a humanidade? Comece por si mesmo. Deseja-se mudar o planeta? Comece pela sua cidade. A reflexão sobre o crescimento contínuo das cidades é questionada, propondo a valorização da preservação cultural e da qualidade de vida como alternativas.



