Coluna fala sobre notas do IDEB liberadas pelo MEC
Nesta semana, nosso quadro discute a educação, analisando o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2017 e seu reflexo na realidade das escolas. Embora o Ideb não seja o indicador perfeito, ele nos permite avaliar o cenário educacional e sua influência na sociedade.
O Patrimônio Arquitetônico como Indicador de Poder
Uma conversa com Vicente Golfeto inspirou uma análise interessante: o tamanho do patrimônio arquitetônico de uma localidade pode indicar seu poder. Em Ribeirão Preto, por exemplo, a Catedral, o Palácio Rio Branco e o Quarteirão Paulista formam um triângulo que representa o poder econômico, religioso e político. No entanto, expandindo o olhar, percebemos duas escolas, Otonea Mota e Guimarães Júnior, também com arquitetura imponente e tombadas, evidenciando a importância da educação em um determinado período.
Escolas Históricas como Monumentos à Educação
O Conselho Estadual do Patrimônio Histórico (CONDEPHAAT) tombou 123 prédios escolares paulistas construídos entre 1890 e 1930, representando o investimento público na educação durante a Primeira República. Edifícios imponentes, de dois ou três andares, que ocupavam quarteirões inteiros, mostram a prioridade dada à educação na época. Grandes arquitetos se dedicaram a essas construções, transformando-as em verdadeiros monumentos.
Um Reflexo da Realidade Atual
Atualmente, a arquitetura escolar em muitas cidades (como Batatais, Araraquara, Matão e Bebedouro) demonstra uma redução significativa do investimento público na educação. A comparação entre as escolas históricas e as atuais revela uma mudança drástica, lamentável, na prioridade dada à educação. Resta a esperança de que dias melhores para a educação ainda estão por vir.



