Epidemias de Febre Amarela atingiram São Simão no passado e ajudaram na formação de Ribeirão Preto
Em meio às preocupações com o coronavírus e a disseminação de informações alarmistas, a história nos mostra que epidemias já fizeram parte da realidade brasileira, e que o município de Ribeirão Preto, por exemplo, cresceu em parte devido a eventos históricos relacionados a doenças. Este artigo busca trazer um olhar sobre esse passado, utilizando como referência as epidemias de febre amarela em São Simão, município vizinho.
As Epidemias de Febre Amarela em São Simão
O município de São Simão, mais antigo que Ribeirão Preto, experimentou três grandes epidemias de febre amarela no final do século XIX e início do século XX (1892, 1896 e 1902). De acordo com o historiador Carlo Monti, essas epidemias foram tão devastadoras que levaram muitas pessoas a abandonarem a cidade em busca de segurança, contribuindo para o crescimento populacional de Ribeirão Preto.
O Impacto das Epidemias e o Legado de Emílio Ribas
As epidemias em São Simão serviram como palco para importantes avanços na medicina. O médico Emílio Ribas, utilizando dados e observações dessas epidemias, desenvolveu procedimentos eficazes de controle da doença, posteriormente utilizados por Oswaldo Cruz no Rio de Janeiro. A experiência de São Simão demonstra a importância da pesquisa e da inovação em momentos de crise sanitária.
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Lições do Passado para o Presente
A história das epidemias no Brasil, e em particular em São Simão, nos mostra que o país já enfrentou momentos de grande dificuldade e aprendeu a lidar com eles. Embora a história não se repita exatamente, o conhecimento do passado nos oferece importantes lições sobre como enfrentar desafios semelhantes no presente. A experiência com epidemias anteriores demonstra a necessidade de concentração, priorização e atenção para combater doenças infecciosas de forma eficaz. O estudo da história nos permite aprender com os erros e acertos do passado, preparando-nos melhor para o futuro.