Ribeirão Preto recebe em maio a coleção ‘Café com Açúcar’, que fala da transição do cultivo do café para a cana
Em maio, Ribeirão Preto receberá duas novas obras sobre a história do café e da cana-de-açúcar na região. Ao invés de focar apenas em dados históricos, o projeto se destaca por dar voz às pessoas que viveram essa transformação.
Histórias de quem viveu a transição
As obras prometem resgatar histórias de personagens importantes, como Acabonfin, cocheiro da “rainha do café” Iria Alves, e o senhor Ângelo Festusse, que trabalhou nas fazendas. A narrativa incluirá também depoimentos valiosos, como o do senhor Carlos Profeta, que descreve em entrevista a vida nas fazendas de Francisco Schmidt, incluindo detalhes curiosos, como a criação de uma moeda própria para transações econômicas entre os muitos funcionários.
Curiosidades e fatos históricos
A pesquisa revelou curiosidades interessantes, como protestos de mulheres contra o café devido ao tempo que seus maridos passavam trabalhando nas fazendas. O estudo também explorará a chegada do café (oriundo da Etiópia) e da cana (vinda da Índia) ao Brasil, focando na chegada dessas culturas a Ribeirão Preto, com destaque para o papel da missão francesa em Piracicaba na expansão da cana-de-açúcar.
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Da riqueza do café à expansão da cana
As obras buscarão compreender a transição do café para a cana, analisando o desenvolvimento das usinas, muitas ainda em funcionamento, sempre sob a perspectiva das pessoas que vivenciaram essas mudanças. O projeto promete um mergulho na história do interior paulista, contando detalhes da trajetória do café e da cana-de-açúcar, desde o auge da produção cafeeira até os dias atuais.



