Confira a resenha do filme Doutor Sono, já disponível nos cinemas
O filme Doutor Sono, sequência do clássico O Iluminado (1980), de Stanley Kubrick, chega aos cinemas brasileiros misturando fantasia e thriller. A adaptação do livro de Stephen King, escrito como continuação de seu romance original, apresenta desafios únicos, já que o próprio King não aprova a versão cinematográfica de Kubrick.
A trama de Doutor Sono
A trama acompanha Danny Torrance, o menino do filme original, atrásra adulto. Danny luta contra o alcoolismo e os traumas do passado, enquanto tenta esconder seus poderes psíquicos. Ele trabalha em um hospital, usando seus dons para confortar pacientes moribundos. Seu caminho cruza com Abra, uma jovem que possui poderes similares e está sendo perseguida por um grupo que busca a imortalidade através da energia vital de pessoas com essas habilidades. Danny precisa confrontar seu passado e usar seus poderes para proteger Abra.
Desafios da adaptação e recepção
O diretor Mike Flanagan, conhecido por seus trabalhos com Stephen King (como Jogo Perigoso, na Netflix), teve a difícil missão de agradar tanto os fãs de Kubrick quanto o próprio King. A duração do filme (2h31min) também é um ponto a ser considerado, com a primeira hora dedicada ao desenvolvimento do personagem de Danny. Embora extensa, essa parte é fundamental para entender suas motivações e traumas. No entanto, alguns podem achar o ritmo lento demais, perdendo o foco na premissa de sequência do Iluminado. O filme se distancia do terror puro, transformando-se em um suspense de perseguição e proteção. A recepção de Stephen King foi positiva, com o autor afirmando ter feito as pazes com a versão de Kubrick após assistir ao filme.
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Doutor Sono apresenta uma jornada complexa, explorando os traumas de Danny e a luta pela sobrevivência de Abra. A adaptação equilibra a homenagem ao clássico de Kubrick com uma narrativa própria, que, embora extensa, proporciona uma experiência cinematográfica envolvente e reflexiva.



