Confira a resenha do filme Bacurau, o mais novo longa-metragem brasileiro
Após a morte de uma senhora de 94 anos, o povoado de Bacurau, no sertão brasileiro, descobre estar sumido dos mapas. Mistério e estranheza se instalam na comunidade.
Um filme que prende a atenção
O filme Bacurau, com mais de duas horas de duração, prende a atenção do espectador do início ao fim. O crítico de cinema Marco de Castro destaca a mudança de viés do diretor Kleber Mendonça Filho, que mescla cinema naturalista com elementos de ficção e gênero, brincando com referências a diretores como Sergio Leone e Sam Peckinpah.
Três atos de tensão
A narrativa se divide em três atos. O primeiro apresenta os personagens em uma fotografia densa que retrata o calor e o desconforto do Nordeste. O segundo ato traz o conflito, e o terceiro apresenta violência e elementos de faroeste, culminando em um confronto intenso. Essa mistura de cinema autoral com o comercial é elogiada por Castro, que considera o filme uma obra-prima do cinema nacional.
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Uma metáfora do Brasil
Bacurau funciona como uma metáfora do Brasil, representando a opressão e a resistência da classe trabalhadora. A canção final, “Se alguém tem que morrer, que seja para melhorar”, resume a mensagem de revolução simbólica proposta pelo filme. A produção gerou 800 empregos, demonstrando seu valor cultural e econômico para a indústria nacional. O filme é indicado para maiores de 16 anos e sua experiência imersiva é melhor apreciada nos cinemas, devido à fotografia, trilha sonora e cenas de ação.



