Você gosta de filmes de suspense/ terror? Confira a resenha do longa
A nova versão de Brinquedo Assassino, lançada recentemente nos cinemas brasileiros, traz uma releitura do clássico de 1988, mas será que vale a pena assistir?
Uma Nova Abordagem para Chucky
O crítico Marcos de Castro destaca que, ao contrário de um simples remake, o filme de 2023 apresenta uma versão completamente diferente. Chucky, o boneco assassino, não é mais possuído por magia negra, mas sim uma inteligência artificial com acesso à internet, capaz de controlar dispositivos eletrônicos e até mesmo veículos. Essa mudança na origem do vilão torna a trama mais atual e conectada com a realidade tecnológica contemporânea.
Humor Negro e Tecnologia Exacerbada
De acordo com Marcos, o diretor optou por um tom mais leve, incorporando elementos de comédia e humor negro. Essa abordagem contrasta com a atmosfera séria e dramática do filme original. A tecnologia exacerbada, presente na nova versão, é comparada pelo crítico à abordagem de José Padilha em seu remake de Robocop (2011), utilizando-a como elemento central da narrativa, embora com um resultado bem diferente.
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Uma Experiência Diferente, Mas Não Substituta
Apesar das diferenças significativas, Marcos afirma que a nova versão de Brinquedo Assassino consegue entreter, oferecendo momentos de tensão, humor e cenas de violência absurdas. A relação entre Chucky e Andy, o menino que o recebe de presente, também é explorada de forma diferente, com o boneco agindo como aliado em vez de inimigo. Para quem busca uma experiência de terror clássica, no entanto, a recomendação é assistir ao filme original de 1988. A nova versão, por sua vez, se propõe a ser uma experiência única e autônoma, sem a pretensão de substituir o clássico.



