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O Estranho que Nós Amamos, de 1970, ganha nova versão com direção de Sofia Coppola
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O Estranho que Nós Amamos, de 1970, ganha nova versão com direção de Sofia Coppola

O Estranho que Nós Amamos, de 1970, ganha nova versão com direção de Sofia Coppola

Mais uma releitura chega às telas: o clássico de 1970, O Estranho que Nós Amamos, ganha uma nova versão dirigida por Sofia Coppola.

Uma Coppola ousada

Marcos de Castro, crítico de cinema, compartilha suas impressões sobre a produção estrelada por Nicole Kidman. Apesar de não ser um entusiasta de remakes, Castro decidiu assistir ao filme, impulsionado pelo nome de Coppola e o potencial de premiações (incluindo o prêmio de melhor diretora no Festival de Cannes). Ele reconhece a ousadia da diretora, lembrando de sua polêmica versão de Maria Antonieta (2006), e afirma que Coppola sempre proporciona debates acalorados sobre suas obras.

Suspense e crítica social

Comparando a versão de 1970 com a atual, Castro destaca a diferença na abordagem política. Enquanto a versão original minimiza o conflito entre Yankees e Confederados, a de Coppola explora a rivalidade, criando um clima claustrofóbico e tenso numa casa habitada por mulheres e um soldado ferido. A atmosfera de suspense e sedução, com cada mulher acreditando ser especial para o estranho, serve como metáfora para a política atual, onde o perigo pode vir de dentro ou de fora. A fotografia, utilizando apenas luz ambiente, contribui para a atmosfera tensa e opressiva.

Um filme para debater

O filme apresenta cenas de violência, principalmente amputações, o que o torna difícil para alguns espectadores. Há críticas sobre a falta de ousadia e profundidade em comparação com o original, e a ausência de personagens negros, apesar do contexto pós-guerra civil, é apontada como uma falha. Coppola, em entrevista, justificou a escolha de um tom menos polêmico e crítico, preferindo deixar a interpretação a cargo do espectador. Apesar das controvérsias, o filme gera debates e é elogiado pela atuação impecável do elenco, especialmente Nicole Kidman, em um momento brilhante de sua carreira. A direção de arte e a composição visual são destacadas como pontos fortes, transformando o filme em uma experiência cinematográfica única e memorável.

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