Psicóloga explica o que é a Cleptomania e como o distúrbio pode ser tratado
A cleptomania, muitas vezes confundida com simples furto, é um transtorno mental caracterizado pela incapacidade de controlar o impulso de roubar. Diferente de um crime comum, a cleptomania envolve a apropriação de objetos sem valor comercial, muitas vezes devolvidos posteriormente. A pessoa que sofre desse transtorno não busca lucro ou benefício material, mas sim um alívio momentâneo de uma ansiedade intensa que precede o ato.
Sintomas e Início da Cleptomania
Os sintomas da cleptomania incluem uma forte sensação de inquietação e ansiedade antes do furto, seguida de alívio durante o ato e, posteriormente, culpa e arrependimento. Embora possa se manifestar na infância, é mais comum seu aparecimento no final da adolescência e início da idade adulta. Trata-se de um transtorno crônico, que acompanha a pessoa por toda a vida, mas com possibilidade de controle através de tratamento.
Causas e Tratamento
As causas da cleptomania são multifacetadas, envolvendo fatores biológicos (como a baixa produção de serotonina), psicológicos (ansiedade, depressão) e sociais (pressão extrema). O tratamento inclui medicação (antidepressivos, ansiolíticos e, em alguns casos, antipsicóticos em baixas doses) e psicoterapia cognitivo-comportamental, que ajuda a pessoa a desenvolver mecanismos para lidar com os impulsos. É importante ressaltar que a cleptomania não discrimina classe social, gênero ou raça, atingindo pessoas de todas as esferas da sociedade.
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A cleptomania é um transtorno que causa sofrimento intenso para quem o enfrenta. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para o controle dos impulsos e a melhora da qualidade de vida. Buscar ajuda profissional é um ato de coragem e demonstra a busca por bem-estar, não uma fraqueza. Se você se identifica com os sintomas descritos, procure ajuda médica e psicológica.