Psicóloga fala das características e de como combater o Transtorno de Personalidade Antissocial
Olá, Gabi e Luís, e a todos os nossos ouvintes! Hoje discutiremos o Transtorno de Personalidade Antissocial (TPA). Na sexta-feira passada, falamos sobre narcisismo, e mencionei uma diferença crucial: narcisistas não buscam intencionalmente causar sofrimento. No TPA, essa intenção de violar os direitos alheios é fundamental.
O que são Transtornos de Personalidade?
Transtornos de personalidade são padrões de comportamento disfuncionais e desadaptativos, afetando tanto a pessoa quanto seu entorno. O diagnóstico só é possível a partir dos 18 anos, pois a personalidade ainda está em desenvolvimento na infância e adolescência. Apesar disso, muitos sintomas podem surgir cedo, como no caso do TPA.
Características do Transtorno de Personalidade Antissocial
O TPA se caracteriza pela violação e descaso pelos direitos dos outros. Indivíduos com TPA podem causar sofrimento, perdas e danos, mentindo, enganando, fraudando ou agindo de forma corrupta, sempre justificando suas ações como se a vítima merecesse. Eles demonstram indiferença ao sofrimento alheio, podendo até mesmo sentir prazer nele. Apesar de saberem o que é certo e errado, violam normas e leis. Alguns sintomas, como envolvimento repetido com a lei na adolescência, maus-tratos a animais ou agressão a outros, podem surgir na infância, embora o diagnóstico só seja feito na maioridade.
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Historicamente conhecido como psicopatia, o TPA não significa necessariamente que a pessoa irá matar, embora seja uma possibilidade. A maioria dos indivíduos com TPA causa sofrimento, mas não chega a esse extremo. Eles podem ser sedutores e eloquentes, dificultando a identificação de suas verdadeiras intenções. A impulsividade também é característica, embora muitos atos sejam premeditados. Comorbidades comuns incluem abuso de drogas e álcool, e Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Diagnóstico e Tratamento
Pais e responsáveis devem ficar atentos a sinais na infância e adolescência para intervenção precoce. É importante lembrar que indivíduos com TPA raramente buscam tratamento por não reconhecerem seus atos como problemáticos. O diagnóstico é feito por profissionais de saúde mental (psicólogos ou psiquiatras), e o tratamento envolve psicoterapia e, em muitos casos, medicação. O TPA é crônico, mas o tratamento pode controlar sintomas e melhorar a qualidade de vida do indivíduo e seus relacionamentos.
Portanto, a vigilância e a busca por ajuda profissional são cruciais. Lembre-se: identificar-se com os sintomas descritos não significa um diagnóstico. Procure ajuda profissional para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.