Qual o limite da paquera? O que se enquadra em assédio? Nossa colunista responde
O debate sobre assédio sexual ganhou força nas redes sociais após o protesto das atrizes em Hollywood durante o Globo de Ouro. Vestidas de preto, elas denunciaram o assédio sofrido na indústria cinematográfica, levantando uma discussão sobre os limites entre assédio e paquera.
O que configura assédio sexual?
Segundo a psicóloga Daniela Zeote, para definir assédio sexual, é preciso considerar três elementos cruciais: consentimento, constrangimento e poder. A ausência de consentimento, seja por meio de um “não” explícito ou de qualquer demonstração de desconforto, é fundamental. O ato precisa causar constrangimento ou humilhação à vítima, e geralmente envolve uma relação de poder desigual entre o agressor e a vítima, como em casos de assédio no ambiente de trabalho.
Paquera versus Assédio: qual a diferença?
A psicóloga destaca a importância de diferenciar paquera de assédio. Uma paquera saudável é baseada no consentimento mútuo, respeito e reciprocidade. É uma interação prazerosa, leve e sem imposição. Já o assédio envolve a imposição da vontade de um indivíduo sobre o outro, gerando medo, desconforto e humilhação. A diferença crucial está na ausência de consentimento e na presença de constrangimento e poder na situação de assédio.
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É crucial que tanto homens quanto mulheres estejam atentos aos sinais de desconforto e respeitem os limites do outro. A educação e a conscientização são fundamentais para construir relações saudáveis e respeitosas, onde o consentimento é priorizado e o assédio é combatido.
A importância da educação e do respeito
A conscientização sobre o tema deve começar desde a infância, ensinando crianças e adolescentes a respeitar os limites dos outros e a identificar situações de assédio. A educação em casa e na escola é fundamental para prevenir e combater essa prática, promovendo relações mais justas e igualitárias entre homens e mulheres.