Especialista fala sobre percepção do tempo após decreto do estado de pandemia no mundo
Desde março de 2020, com o avanço da pandemia do novo coronavírus, a percepção do tempo tem se mostrado um desafio para muitas pessoas. Para alguns, tudo parece passar muito rápido; para outros, a sensação é de que o tempo se arrasta, criando uma confusão de dias e horários.
A Subjetividade do Tempo
A percepção do tempo é subjetiva e relativa, dependendo do momento, da situação e do contexto em que estamos inseridos. Os gregos já dividiam o tempo em duas categorias: o crônus, o tempo cronológico do relógio; e o kairos, o tempo subjetivo, aquele que sentimos. Durante a pandemia, a maioria das pessoas está presa ao kairos, e a mudança de rotina afeta profundamente essa percepção.
Tempo Acelerado x Tempo Lento
Para aqueles que tiveram suas rotinas drasticamente alteradas, com o trabalho remoto e as responsabilidades domésticas, o tempo parece passar muito rápido. A sensação de missão não cumprida e de escassez de tempo é frequente. Em contrapartida, para quem está confinado, com poucas atividades, problemas financeiros ou luto, o tempo pode parecer arrastar-se, intensificando sentimentos de angústia e sofrimento. A rotina, portanto, se mostra fundamental para a organização mental e emocional, impactando diretamente a saúde mental.
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Lidando com a Percepção do Tempo na Pandemia
Com a previsão de reabertura gradual do comércio e de serviços, é importante começar a se programar para essa transição, entendendo o próprio papel nesse novo cenário. Planejar o futuro próximo, se preparando para a volta à normalidade com cautela e cuidado, é crucial. No entanto, projetar um futuro muito distante pode aumentar a angústia do presente. O ideal é focar em metas próximas e realistas, tornando o tempo um aliado e não um inimigo. Celebrar pequenas vitórias e manter o otimismo são essenciais para atravessar esse período. Afinal, como diz Caetano Veloso, “o tempo, tempo, tempo… vou te fazer um pedido”.