Você sabe quais são as características de quem tem transtorno compulsivo?
A prática repetida de atividades para aliviar a angústia ou o estresse pode indicar um transtorno compulsivo. Comportamentos como exercícios excessivos, limpeza obsessiva ou horas em frente ao computador são exemplos comuns. A psicóloga Danielizeotti esclarece a diferença entre compulsão e transtorno compulsivo, destacando que todos nós temos compulsões em menor escala, mas estas se tornam patológicas quando prejudicam a vida do indivíduo.
Compulsão x Transtorno Compulsivo: Qual a Diferença?
A compulsão, em si, é um comportamento repetitivo utilizado para controlar a ansiedade e a angústia. Checar se a porta está trancada ou se o carro está fechado são exemplos corriqueiros. No entanto, quando esse comportamento afeta significativamente a vida da pessoa, estendendo-se por pelo menos três meses e impactando diversas áreas, como trabalho, relacionamentos e finanças, caracteriza-se como um transtorno compulsivo, uma doença mental que necessita de tratamento.
Tipos de Transtornos Compulsivos e seus Impactos
Existem diversos tipos de transtornos compulsivos, incluindo compulsão por jogos, compras, internet, comida e drogas. A compulsão por compras, por exemplo, pode levar a dívidas e a um sentimento de culpa e tristeza após a aquisição de itens desnecessários. A compulsão por jogos pode resultar em perda financeira e prejuízos no trabalho e nos relacionamentos. Em todos os casos, a pessoa afetada sofre deterioração em seu funcionamento diário.
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Buscando Ajuda e Tratamento
O transtorno compulsivo, embora sério, é tratável. A ajuda profissional, que inclui medicação e psicoterapia, é fundamental para controlar os impulsos e reorganizar a vida do paciente. A psicoterapia ajuda a identificar e lidar com as causas subjacentes da compulsão, enquanto a medicação auxilia no controle dos sintomas. O apoio da família e amigos é crucial para o sucesso do tratamento. A conscientização da doença é o primeiro passo para a recuperação, permitindo um manejo adequado e, em muitos casos, a cura completa. É importante lembrar que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim de força e coragem para recuperar o controle da própria vida.