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Pesquisa aponta que 70% dos brasileiros com mais de 50 anos estão refletindo mais sobre a morte durante a pandemia
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Pesquisa aponta que 70% dos brasileiros com mais de 50 anos estão refletindo mais sobre a morte durante a pandemia

Pesquisa aponta que 70% dos brasileiros com mais de 50 anos estão refletindo mais sobre a morte durante a pandemia

A pandemia do coronavírus trouxe à tona um tema muitas vezes evitado: a morte. Uma pesquisa realizada pela Jano em parceria com a Mindminers revelou dados interessantes sobre a percepção de brasileiros com mais de 50 anos sobre a finitude.

Reflexões sobre a Morte na Pandemia

A pesquisa, intitulada “Plano de Vida e Legado”, entrevistou 1.053 brasileiros acima de 45 anos. Os resultados indicam que sete em cada dez brasileiros acima de 60 anos passaram a refletir mais sobre a morte durante a pandemia; quatro em cada dez, na mesma faixa etária, admitiram medo de morrer; e dois em cada dez já iniciaram o planejamento para o fim da vida. Esses números demonstram a urgência de se abordar o tema abertamente.

Arrependimentos no Fim da Vida

Dani Zeote, especialista em comportamento, compartilhou reflexões baseadas em sua experiência de 12 anos trabalhando com pacientes terminais. Ela identificou três principais arrependimentos relatados por pacientes próximos à morte: a falta de plenitude no amor, a ausência de um legado para os filhos e a não realização de sonhos pessoais. A especialista destaca que esses arrependimentos não se referem a bens materiais, mas a relações afetivas e experiências de vida.

A Morte como um Parto do Avesso

A conversa sobre a morte, segundo Dani Zeote, não precisa ser mórbida. Ao contrário, falar sobre a finitude nos leva a uma reflexão sobre a vida, incentivando o planejamento e a liberdade de escolhas. A especialista finaliza, reforçando a importância de se abordar o tema sem tabus, permitindo que as pessoas vivam plenamente o presente, conscientes da sua própria mortalidade. A pesquisa e a experiência de Dani Zeote mostram que a pandemia nos impulsionou a encarar a morte, mas o diálogo sobre este tema deve continuar, independente do contexto.

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