Psicóloga analisa o comportamento hipocondríaco que pode ficar mais latente durante a pandemia
Nesta sexta-feira, a CBN entrevistou a psicóloga Dani Elzeote para discutir um tema relevante: a automedicação e a hipocondria, transtornos que ganharam destaque durante a pandemia.
Hipocondria: Um Transtorno Mental
A hipocondria, classificada no CID-10 e no DSM-5, é um transtorno mental caracterizado por um medo excessivo e irreal de ter uma doença física ou mental. Esse medo constante e obsessivo interfere nas atividades diárias, relacionamentos e trabalho. Os hipocondríacos buscam constantemente informações online e consultas médicas, mesmo com diagnósticos que descartam doenças. A doença se manifesta geralmente na adolescência ou início da idade adulta.
A Pandemia e o Aumento da Hipocondria
As medidas de prevenção à COVID-19, como isolamento social, higiene rigorosa e uso de álcool gel, acabaram por se sobrepor aos sintomas já presentes em pessoas com hipocondria, piorando consideravelmente seus quadros. A busca exacerbada por medicamentos, como a cloroquina e a vitamina C, exemplifica esse comportamento, gerando escassez para aqueles que realmente necessitam.
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Buscando Ajuda
É crucial diferenciar as medidas de proteção à saúde das preocupações obsessivas que podem indicar um transtorno mental. Se o medo de contaminação afeta o sono, o apetite, o trabalho e os relacionamentos, é fundamental buscar ajuda profissional. O atendimento online se mostra uma alternativa eficaz e acessível, especialmente durante a pandemia. Tanto para aqueles com diagnósticos prévios de transtornos mentais (hipocondria, TOC, transtorno do pânico ou ansiedade generalizada) quanto para aqueles que estão experimentando um sofrimento psíquico intenso devido à situação atual, a busca por ajuda profissional é imprescindível. O impacto da pandemia na saúde mental ainda não foi totalmente mensurado, e a procura por ajuda deve ser priorizada.