Colunista comenta os fatores psicológicos que afastam as mulheres dos exames de mama mesmo com todas as campanhas de prevenção
Neste mês de outubro rosa, dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, a psicóloga Dani Elzeote destaca a importância da autoestima e do autocuidado para a prevenção da doença. Muitas mulheres, mesmo cientes da necessidade do autoexame, deixam de realizá-lo. Mas por quê?
Autoestima: a chave para o autocuidado
A psicóloga explica que a principal barreira para a prevenção muitas vezes está ligada à autoestima, uma avaliação subjetiva que cada um tem de si mesmo. Todos nós temos autoestima, mas ela é dinâmica e pode se instabilizar dependendo de como nos vemos em determinado momento. Manter a autoestima estável é crucial para uma vida com qualidade.
Exigência e a capacidade de lidar com problemas
Dani Elzeote aponta dois fatores que contribuem para a instabilidade da autoestima: a exigência excessiva e a capacidade de lidar com problemas. A exigência pessoal muitas vezes leva à insatisfação, mesmo diante de conquistas significativas. Já a dificuldade em lidar com problemas, muitas vezes ampliados na nossa percepção, gera sentimentos de incapacidade e baixa autoestima. A psicóloga sugere categorizar os problemas para melhor gerenciá-los, utilizando uma escala de gravidade para direcionar a energia e os recursos de forma mais eficaz.
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Priorizar o autocuidado, incluindo o autoexame, é fundamental para a saúde e o bem-estar. Ao entendermos e gerenciarmos nossa autoestima, podemos tomar decisões mais conscientes sobre nossa saúde, aumentando as chances de um diagnóstico precoce e tratamento eficaz. O autoexame, um ato simples que pode salvar vidas, torna-se mais acessível quando a autoestima está fortalecida.