CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ouça a coluna ‘CBN Comportamento’ com Danielle Zeoti

Psicóloga fala dos sintomas Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS)
CBN Comportamento
Psicóloga fala dos sintomas Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS)

Psicóloga fala dos sintomas Transtorno de Personalidade Antissocial (TPAS)

O transtorno de personalidade antisocial (TPA), antes conhecido como psicopatia ou sociopatia, é um padrão de comportamento generalizado, constante e prejudicial tanto para a pessoa que o apresenta quanto para aqueles que convivem com ela. Caracteriza-se pelo descaso pelos direitos dos outros e pelas consequências dos próprios atos.

Características do Transtorno de Personalidade Antissocial

Indivíduos com TPA frequentemente mentem, enganam e roubam em benefício próprio, sem demonstração de arrependimento. Apresentam uma sensação de impunidade (“nada acontece comigo”), narcisismo exacerbado (acreditam ser superiores aos outros) e desrespeito às normas e regras sociais. Há também uma necessidade de controlar o comportamento alheio, muitas vezes conseguida através da manipulação. Apesar de frequentemente inteligentes, causam sofrimento aos outros sem se importar, podendo até mesmo se vangloriar disso.

Diagnóstico e Sinais de Alerta

O diagnóstico de TPA só é possível a partir dos 18 anos, quando a personalidade está mais formada. No entanto, sinais característicos podem ser observados na infância e adolescência, como agressão a animais, violência contra colegas (inclusive com premeditação), e comportamentos destrutivos. Em casos mais graves, a criança pode planejar intencionalmente o mal a outros. Em adultos, a manipulação e a capacidade de disfarçar os comportamentos tornam a identificação mais complexa.

Tratamento e Convivência

O TPA é um transtorno crônico, que requer tratamento contínuo ao longo da vida. Há uma alta comorbidade com o abuso de drogas. A busca por ajuda profissional é um grande desafio, pois o indivíduo geralmente não reconhece seu problema. O tratamento envolve psicoterapia e, em muitos casos, medicação. Para quem convive com alguém com TPA, é crucial estabelecer limites claros e firmes, comunicando abertamente o desconforto e as consequências dos comportamentos negativos. Buscar ajuda profissional também é fundamental para lidar com o impacto emocional da convivência com esse tipo de personalidade. As causas do TPA são multifatoriais, envolvendo fatores biológicos, psicológicos e sociais, com forte componente hereditário e influência de ambientes violentos ou abusivos na infância.

Compartilhe

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.