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Até que ponto os 'pitacos' dos pais no relacionamento dos filhos pode ser prejudicial? Psicóloga explica
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Até que ponto os 'pitacos' dos pais no relacionamento dos filhos pode ser prejudicial? Psicóloga explica

Até que ponto os ‘pitacos’ dos pais no relacionamento dos filhos pode ser prejudicial? Psicóloga explica

A preocupação dos pais com o futuro dos filhos começa cedo, muitas vezes ainda na gestação. A ansiedade se manifesta em diversas formas, desde a expectativa pelos primeiros passos até a projeção de carreiras e relacionamentos futuros.

A “Namorada” de Oito Anos: Um Sinal de Alerta?

É comum pais brincarem sobre os pretendentes de seus filhos, mesmo em idades muito jovens. Mas, será que essa naturalização da ideia de “namoro” em crianças pequenas é inofensiva? Especialistas alertam para a abreviação da infância e o aumento precoce da adolescência, com crianças de 7 ou 8 anos relatando “namoro”, incluindo detalhes sobre beijos. A questão central é: há uma erotização precoce nesse comportamento?

Desvendando o “Namoro” Infantil: Afeto ou Erotismo?

Nem sempre a declaração de “namoro” em crianças pequenas indica erotização. Muitas vezes, é uma forma de expressar afeto e afinidade por um amigo ou amiga. A intervenção dos pais deve ser cuidadosa, evitando julgamentos precipitados. Em vez de proibições, a abordagem ideal é o diálogo: perguntar à criança o que significa “namoro” para ela, ouvindo atentamente sua perspectiva. A chave está em entender o significado que a criança atribui à situação, sem impor conceitos adultos.

O Tempo de Cada Um: Respeitando o Desenvolvimento Infantil

A pressão social para que as crianças se desenvolvam rapidamente pode ser prejudicial. É importante respeitar o tempo de cada criança e evitar antecipar conteúdos sobre relacionamentos. O foco deve ser no desenvolvimento emocional e social saudável, permitindo que cada fase seja vivenciada plenamente. Se houver comportamentos erotizados, que fogem ao desenvolvimento típico da idade, a busca por ajuda profissional é fundamental para garantir o bem-estar da criança.

Em resumo, a conversa franca e o respeito ao desenvolvimento individual da criança são essenciais. Observar, ouvir e compreender as nuances do comportamento infantil, sem antecipar etapas e sem julgamentos, é a melhor forma de lidar com a questão do “namoro” na infância. A prioridade é garantir uma infância saudável e plena, sem pressões e com espaço para o desenvolvimento natural da criança.

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