Um estudo mostra os efeitos das telas de celular, televisão, computador, entre outros, no cérebro das crianças
Um estudo recente do Instituto Nacional de Saúde Americano, com duração de 10 anos e custo de US$ 300 milhões, avaliou 11 mil pessoas (crianças, adolescentes e adultos) e revelou resultados alarmantes sobre o uso excessivo de telas.
Diminuição do córtex cerebral e dificuldades de aprendizagem
O estudo indica uma relação direta entre o tempo de exposição a telas (computadores, TVs, tablets e celulares) e a diminuição do tamanho do córtex cerebral. Isso impacta a capacidade de aprendizagem, pois o cérebro com tamanho reduzido capta menos estímulos sensoriais (olfato, tato, visão, paladar e audição).
Recomendações de tempo de uso de telas
Embora o estudo não defina um tempo exato de uso seguro, outras pesquisas sugerem: crianças até 2 anos sem exposição; de 2 a 6 anos, até 1 hora por dia; e de 6 a 12 anos, até 2 horas por dia, sempre com intervalos. É crucial estabelecer acordos com crianças e adolescentes, incentivando atividades fora das telas durante os intervalos, combatendo o tédio e estimulando a criatividade e a interação social.
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Importância do contexto do uso da tecnologia
O uso da tecnologia com fins pedagógicos e monitorado, como em atividades escolares, apresenta impacto diferente. Atividades que exigem habilidades transferíveis para a vida real, ao contrário de jogos que desenvolvem habilidades apenas dentro do próprio game, são mais benéficas. É importante que os pais estejam atentos ao tempo de uso e ao tipo de atividade realizada pelas crianças e adolescentes, buscando um equilíbrio entre o uso da tecnologia e outras atividades.
As férias são um período que exige atenção redobrada. Pais devem criar estratégias para equilibrar o tempo de tela com atividades ao ar livre e interação social, garantindo o desenvolvimento saudável das crianças e adolescentes.