Psicóloga reforça a importância de se debater o suicídio e a depressão para buscar tratamento e salvar vidas
O Brasil enfrenta uma epidemia de suicídio, com uma pessoa tirando a própria vida a cada 45 minutos. Dados da OMS apontam 800 mil suicídios anualmente em todo o mundo. Apesar dos números alarmantes, o tema permanece tabu, com resistência em abordá-lo abertamente.
A Quebra do Tabu e a Importância da Informação
A mudança na forma como a mídia trata o suicídio foi crucial. Em 2018, um jornal paulista publicou na capa o caso de três alunos que se suicidaram, quebrando o silêncio em torno do assunto. A OMS, posteriormente, estabeleceu normas para a divulgação responsável de casos de suicídio, enfatizando a importância da informação precisa na prevenção.
Prevenção e Sinais de Alerta
A prevenção do suicídio deve ser diária, como a prevenção de doenças físicas. Conversar abertamente sobre saúde mental em casa e com amigos é fundamental. Sinais de alerta incluem mudanças no padrão de sono e alimentação, isolamento social, desinteresse pelo bem-estar e publicações nas redes sociais que indiquem sofrimento. É importante lembrar que 98% das pessoas que cometeram suicídio deram sinais prévios.
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Compreendendo o Suicídio: Mitos e Realidades
Um mito comum é que falar sobre suicídio induz outras pessoas a cometerem o ato. A realidade é que a informação é uma ferramenta crucial na prevenção. Outro ponto importante é o chamado “suicídio paradoxal”: quando uma pessoa deprimida começa a melhorar, a energia pode retornar antes do pensamento suicida desaparecer, aumentando o risco. Tentativas de suicídio prévias devem ser encaradas como pedidos de ajuda, não como busca de atenção. O suicídio é uma forma de tentar acabar com a dor intensa causada por transtornos mentais.
A conscientização, a conversa aberta e a busca por ajuda profissional são essenciais para combater a epidemia de suicídio. Ouvir sem julgamentos e oferecer apoio são atos de amor que podem salvar vidas.