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Psicóloga analisa os números cada vez maiores de adolescentes mortas por namorados
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Psicóloga analisa os números cada vez maiores de adolescentes mortas por namorados

Psicóloga analisa os números cada vez maiores de adolescentes mortas por namorados

Uma tragédia chocante marcou o início de 2019: a morte de Natasha Rodrigues, uma adolescente de 14 anos, após recusar um pedido de namoro. Este caso levanta questões importantes sobre a adolescência precoce e a violência em relacionamentos jovens.

A Adolescência Precoce e Seus Desafios

A psicóloga Dani Elzeotti destaca a chegada cada vez mais precoce da adolescência. Meninas de 9 ou 10 anos já demonstram características de pré-adolescentes, e aos 12 anos, muitas já se consideram adolescentes. Este fenômeno, acelerado pela sociedade moderna, pela tecnologia e pela informação, resulta em adolescentes com a aparência física de mulheres adultas, mas com a maturidade emocional ainda em desenvolvimento. Esta imaturidade afetiva as torna mais vulneráveis a relacionamentos abusivos e a lidar com situações de ameaça.

A Importância da Comunicação e Observação

A especialista enfatiza a necessidade de diálogo aberto entre pais e filhos. A observação atenta dos relacionamentos dos adolescentes, sem julgamentos, mas com carinho e interesse, é crucial. Conhecer os pretendentes e incentivar o contato com a família são medidas preventivas importantes. A psicóloga lembra que a adolescência é uma fase de mudanças intensas, que requer paciência e compreensão dos adultos.

Prevenção e Proteção

Dani Elzeotti destaca a importância de criar um ambiente de confiança onde os adolescentes se sintam à vontade para expressar seus sentimentos e medos. A maioria das adolescentes mortas em casos semelhantes recebeu ameaças, muitas vezes por meio de mensagens ou amigos. Um espaço de escuta e um olhar atento podem prevenir tragédias. A especialista ressalta que a proibição não é a solução, mas sim a construção de um diálogo aberto e respeitoso, que permita aos jovens fazerem suas escolhas de forma consciente e segura. Compreender as necessidades e os desafios da adolescência, sem julgamentos ou imposições, é fundamental para protegê-los de situações de risco.

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