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Psicóloga repercute o caso em que um segurança de um supermercado é flagrado agredindo um cachorro com uma barra de ferro
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Psicóloga repercute o caso em que um segurança de um supermercado é flagrado agredindo um cachorro com uma barra de ferro

Psicóloga repercute o caso em que um segurança de um supermercado é flagrado agredindo um cachorro com uma barra de ferro

Nesta semana, um caso de agressão a um cachorro em um hipermercado gerou grande repercussão. A psicóloga Daniela Ezeote comenta sobre o assunto e esclarece a relação entre violência contra animais e distúrbios de personalidade.

Violência contra animais: um sinal de alerta

A violência e a tortura de animais não são apenas atos cruéis, mas podem indicar um desvio de personalidade. Embora nem todos que agridem animais sejam psicopatas (ou, como é corretamente chamado, portadores de transtorno de personalidade antissocial), a violência contra animais, seja ela física ou por negligência (abandono, falta de alimentação adequada, privação de luz solar), é um critério relevante para o diagnóstico.

A conexão entre violência contra animais e violência contra pessoas

Estudos, como os citados pela Dra. Haidt nos Estados Unidos, comprovam a correlação entre agressão a animais e agressão a pessoas. Indivíduos que cometem atos de violência contra animais têm maior probabilidade de agredir outros seres humanos, podendo inclusive apresentar psicopatia. A prevenção, portanto, deve começar na infância, ensinando as crianças o respeito e o cuidado com os animais desde cedo. A tolerância a comportamentos violentos contra animais por parte de crianças deve ser zero. Ainda que existam curiosidade e manipulação infantil, a agressividade não é aceitável e deve ser tratada como um sintoma que requer intervenção profissional.

A importância da denúncia e do tratamento

Ao presenciar casos de violência contra animais, é crucial proteger o animal e buscar ajuda profissional para o agressor. Adultos devem ser denunciados às autoridades competentes para que sejam responsabilizados legalmente e encaminhados a tratamento. Crianças e adolescentes necessitam de limites claros impostos pelos responsáveis e acompanhamento psicológico. A conscientização e a prevenção são fundamentais para combater a violência contra animais e proteger a sociedade como um todo.

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