Colunista fala sobre como podemos lidar com o sentimento de vingança
A vingança: um tema recorrente na ficção, mas com consequências reais devastadoras.
Vingança na ficção versus realidade
Novelas, filmes e livros frequentemente retratam a vingança como algo atraente, com um elemento de justiça poética que prende o espectador. Porém, na vida real, a vingança está associada a sentimentos negativos e consequências danosas. A lei de Talião, “olho por olho, dente por dente”, exemplifica uma visão antiga e bárbara da justiça, contrastando com a complexidade emocional do tema nos dias atuais.
As motivações por trás da vingança
A psicóloga Daniela Ezeote explica que a vingança surge quando alguém se sente profundamente lesado, necessitando “retalhar” a dor sofrida por meio de ações, sejam elas físicas, psicológicas ou humilhações. A vingança difere do simples desejo de que o outro se dê mal, pois envolve uma ação concreta. Ela pode ser sutil, como ignorar e-mails ou fazer comentários maldosos, ou extrema, como nos casos retratados em obras como “O Conde de Monte Cristo”.
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As consequências da vingança
A vingança não fecha feridas nem repara erros. De acordo com a especialista, pessoas que se vingam frequentemente não conseguem lidar com as frustrações da vida adulta. A incapacidade de processar a raiva e a frustração leva a um ciclo vicioso, onde a pessoa se torna vítima de sua própria incapacidade de lidar com os desafios da vida. A busca incessante por vingança impede o aprendizado necessário para lidar com agressões e frustrações, culminando em um estado de paranoia e sofrimento.
Em resumo, a vingança, apesar de seu apelo na ficção, revela na realidade uma falta de maturidade emocional e uma incapacidade de lidar com as adversidades da vida. O caminho para uma vida mais plena reside na capacidade de processar as emoções negativas, aprendendo a lidar com as frustrações e a buscar soluções construtivas para os conflitos.