Psicóloga analisa os efeitos na maior idade de quem não teve uma infância adequada
A infância, fase crucial para o desenvolvimento humano, tem sido cada vez mais encurtada, impactando o comportamento na vida adulta. É o que afirma a psicóloga Dani, em entrevista recente.
A infância cada vez menor
Segundo Dani, a infância tem diminuído em tempo, devido à exposição precoce a estímulos tecnológicos. Crianças são bombardeadas por informações e desafios que antes eram enfrentados apenas na adolescência, levando a um amadurecimento cognitivo precoce, mas não emocional.
Consequências da infância abreviada
Essa aceleração do desenvolvimento resulta em crianças que se identificam como pré-adolescentes ou adolescentes muito cedo, e em adultos jovens com comportamentos imaturos, dificuldade em lidar com responsabilidades e conflitos, e maior propensão a problemas como depressão e suicídio. A psicóloga destaca a importância do faz de conta e das brincadeiras para o desenvolvimento emocional infantil.
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O papel da tecnologia e dos pais
A tecnologia, embora não deva ser demonizada, precisa ser usada com discernimento. Os pais devem participar do mundo digital dos filhos, estabelecendo limites e monitorando o uso de dispositivos eletrônicos e redes sociais. É importante fomentar a brincadeira, estimular o faz de conta e permitir que as crianças sejam crianças, sem a pressão de se comportarem como adultos. A sexualização precoce, com crianças se vestindo como adultas, também é um ponto preocupante. Ao promover um ambiente que valorize a infância, os pais contribuem para um desenvolvimento saudável e equilibrado, prevenindo problemas futuros.
Em suma, a preservação da infância é fundamental para a saúde mental e emocional dos indivíduos. Incentivar a brincadeira, o faz de conta e o desenvolvimento natural da criança são ações cruciais para um futuro mais saudável e equilibrado.