Colunista comenta a nova determinação que obriga as escolas a terem ações educativas para evitar casos de bullying
O Senado aprovou projeto de lei que inclui a promoção da cultura de paz e ações de combate à violência, incluindo o bullying, nas atribuições das escolas. A matéria segue para sanção presidencial, porém, dados recentes preocupam.
Números alarmantes de bullying
Dados da Secretaria de Educação de São Paulo apontam aumento de 17% nos casos de bullying em 2023, totalizando quase três casos diários na rede estadual. A notificação ocorre quando alunos vítimas de humilhações constantes buscam ajuda na direção da escola.
Combate ao bullying: um esforço conjunto
Especialistas defendem que a nova lei, embora necessária, destaca a falha na prevenção e combate ao bullying nas escolas e famílias. A psicóloga Dani-eliseotti ressalta a importância da parceria entre escola e família na identificação precoce do problema, enfatizando a necessidade de mudar a percepção de que bullying é algo normal na infância. A especialista destaca a importância da conscientização, alertando para a gravidade das consequências, incluindo o suicídio.
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Prevenção e conscientização: caminhos para o combate
A prevenção, segundo a psicóloga, deve ser constante e sistemática, integrada à cultura escolar. Palestras, peças de teatro, trabalhos em grupo e alertas são ferramentas eficazes. A acessibilidade e o acolhimento por parte da coordenação escolar são fundamentais para que os alunos se sintam seguros em relatar situações de bullying. A comunicação aberta e a desmistificação do tema são cruciais para evitar a subnotificação e as consequências fatais.
A aprovação da lei representa um passo importante, mas o combate ao bullying requer um esforço contínuo de escolas, famílias e sociedade, com foco na prevenção e na conscientização, para garantir um ambiente escolar seguro e acolhedor para todos.