Psicóloga fala do ‘transtorno de estresse agudo’; caos gerado pelo coronavírus pode ajudar a desencadear a disfunção
O Transtorno de Estresse Agudo (TEA) é uma reação intensa e desadaptativa a eventos traumáticos. Em tempos de pandemia, como a atual crise do coronavírus, a desinformação e o medo exacerbado podem desencadear esse transtorno em muitas pessoas.
Sintomas do TEA
Os sintomas do TEA devem persistir por, pelo menos, três dias e podem durar até um mês. Incluem: sensação crescente de ansiedade; entorpecimento ou anestesia; pensamentos intrusivos e angustiantes (como preocupações excessivas com a higiene ou a contaminação); pesadelos; sensação de que o evento traumático está ocorrendo continuamente; sintomas físicos da ansiedade (taquicardia, aperto no peito, sudorese); e incapacidade de sentir emoções positivas. Alterações do sono, irritabilidade e hipervigilância também são comuns, levando muitas vezes à busca por informações em fontes não confiáveis.
Causas e Fatores de Risco
O TEA pode ser desencadeado pela exposição direta ou indireta a um evento estressor. No contexto da pandemia, o simples acesso a notícias sobre o coronavírus, a preocupação com familiares e amigos, ou mesmo a percepção do perigo iminente, são suficientes para causar os sintomas. A desinformação e a proliferação de notícias falsas amplificam o medo e a ansiedade, agravando o quadro.
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Lidando com a Ansiedade
Embora o medo e a ansiedade sejam reações naturais em situações de crise, é importante aprender a lidar com esses sentimentos. Buscar informações confiáveis, praticar hábitos saudáveis (como dormir bem, se alimentar adequadamente e praticar exercícios físicos), e limitar a exposição a notícias alarmantes são medidas importantes. A hipervigilância, embora incômoda, pode ser usada a favor da prevenção, desde que aliada à busca por informações corretas e confiáveis. Lembre-se: a informação precisa é fundamental tanto para a prevenção do coronavírus quanto para a prevenção do pânico.