Reclamações por barulho sofre aumento de 200% nos condomínios
A pandemia trouxe consigo um aumento significativo de reclamações relacionadas a barulho de obras em condomínios. Somente em São Paulo, o número de queixas subiu cerca de 200% desde abril. Um caso recente, que ganhou repercussão nacional, ilustra bem a gravidade da situação: um morador, impactado pelo barulho de uma reforma no apartamento de cima, jogou um produto químico na unidade, causando lesões aos trabalhadores.
Obras em tempos de pandemia: o que diz a lei?
Apesar do aumento das reclamações, as obras em condomínios estão autorizadas, mesmo durante a pandemia, independentemente das fases de restrições. O Congresso Nacional confirmou o veto presidencial a um projeto de lei que permitiria aos síndicos proibirem obras em unidades privativas. Este veto garante o direito de propriedade, protegido pela Constituição Federal.
Mediando conflitos e buscando soluções
O síndico tem o papel fundamental de mediar conflitos entre moradores. Ao receber um pedido de obra, deve reunir o proprietário, os vizinhos afetados e buscar um acordo para minimizar os transtornos. Embora seja difícil realizar obras sem barulho, a combinação de horários específicos pode amenizar o problema. Se o bom senso não prevalecer, o morador prejudicado pode buscar a justiça para solucionar a questão, apresentando provas do incômodo causado pelo barulho excessivo.
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Tolerância zero à violência
O caso do morador que utilizou um produto químico demonstra a importância de se manter a calma em situações de conflito. Agressões, mesmo que indiretas, têm consequências graves, tanto na esfera civil quanto na criminal. Em vez de reações impulsivas, o diálogo e a busca por soluções pacíficas são essenciais para a convivência em condomínio. A tolerância e o respeito mútuo são fundamentais para garantir um ambiente de paz e harmonia.