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Vereador Isaac Antunes é investigado pelo Ministério Público por fraudes junto à Justiça
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Vereador Isaac Antunes é investigado pelo Ministério Público por fraudes junto à Justiça

Vereador Isaac Antunes é investigado pelo Ministério Público por fraudes junto à Justiça

Mais um vereador de Ribeirão Preto se envolve em polêmica. Após o caso do vereador Adalto Marmita na semana passada, agora é a vez de Isaac Antunes, envolvido em uma investigação do Ministério Público que deve seguir na Justiça Eleitoral. A Câmara Municipal, mesmo em recesso, vive um momento de turbulência, retornando às manchetes negativas, semelhante ao período da Operação Sevandígia.

Investigação da Operação Temis

O Ministério Público investiga a participação de Isaac Antunes na Operação Temis, que apura uma associação de advogados que utilizava cadastros de pessoas para ações fraudulentas na Justiça. Antunes, através do movimento social “Muda Ribeirão”, coletava dados em bairros periféricos, alegando limpeza de nome para pessoas endividadas. Segundo o promotor Aroudo do Costa Filho, o vereador se beneficiou da situação, obtendo votos com a promessa de limpar o nome dos cidadãos. Antunes nega as acusações, afirmando que o movimento era apenas social e desconhecia as ações ilegais da associação.

Implicações Políticas

A investigação pode ter consequências significativas para a Câmara Municipal. Antunes ocupa a presidência da Comissão de Justiça, uma das mais importantes da Casa de Leis. A Justiça Eleitoral poderá abrir um procedimento para investigar a influência da operação Temis na eleição de Antunes, que ocorreu há um ano e quatro meses. A eleição das comissões permanentes da Câmara acontece em 1º de fevereiro, e a situação pode influenciar na escolha dos membros.

Reações e Próximos Passos

O presidente da Câmara, Igor Oliveira, tomou conhecimento do caso pela imprensa e aguarda mais informações para decidir se a Câmara tomará alguma posição. Diferentemente do caso Marmita, o Ministério Público não protocolou formalmente o pedido de investigação na Câmara. O Conselho de Ética, que terá seus membros definidos em fevereiro, poderá abrir um processo caso haja comprovação de quebra de decoro parlamentar. A situação permanece em aberto, aguardando o desenrolar da investigação na Justiça Eleitoral e as decisões da Câmara Municipal.

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