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Vereador Waldyr Vilela (PSD) completa seis meses afastado da Câmara, mas ainda recebe salários
CBN de Olho na Câmara
Vereador Waldyr Vilela (PSD) completa seis meses afastado da Câmara, mas ainda recebe salários

Vereador Waldyr Vilela (PSD) completa seis meses afastado da Câmara, mas ainda recebe salários

O vereador Valdir Vilela enfrenta um imbróglio que completa seis meses: afastado de suas funções na Câmara de Ribeirão Preto, ele continua recebendo seu salário integral. A polêmica teve início em julho de 2017, com uma reportagem do jornal A Cidade que expôs o uso de recursos públicos para atender a um ambulatório particular, onde Vilela, mesmo sendo dentista, receitava medicamentos, inclusive anticoncepcionais, a uma jornalista disfarçada de paciente.

Afastamento e Pagamento de Salário

Após a publicação da reportagem, a Polícia Civil deflagrou uma operação, com buscas e apreensões em sua casa, gabinete e no ambulatório. Em 11 de agosto, a justiça decretou seu afastamento, mas manteve o pagamento de seu subsídio de R$ 13.800,00 mensais. Em seis meses, Vilela recebeu R$ 82.800,00 sem exercer suas funções na Câmara. O Conselho de Ética da Câmara optou por não aplicar nenhuma penalidade, mantendo a situação.

Investigação em Andamento e Custos para a Câmara

Apesar do afastamento por imposição do inquérito da Polícia Civil e do Gaeco, que está em fase final, a Câmara arca com os custos de 28 vereadores, em vez de 27, já que o vereador Dadinho ocupa a vaga de Vilela. A situação chama atenção, principalmente ao se considerar que o dinheiro público utilizado para salários de vereadores afastados vem dos impostos pagos pela população. Este caso se assemelha ao ocorrido em 2016 com a Operação Cervandija, onde nove vereadores afastados receberam seus subsídios até o fim do mandato.

Desdobramentos e Investigações Adicionais

O vereador Isaac Antunes, relator do caso Vilela no Conselho de Ética, também se encontra em meio a investigações. Em depoimento recente à Polícia Federal, ele admitiu ter contato com o advogado Klaus Lodoli e com Rui, do movimento “Muda Ribeirão”, ligado a Antunes. A suspeita é de que o vereador tenha obtido votos em troca de promessas de limpeza de nome em bairros periféricos. Antunes também está sendo investigado pelo Conselho de Ética, com o relator Marinho Sampaio devendo apresentar um relatório em até 60 dias.

A situação envolvendo Valdir Vilela e outros vereadores de Ribeirão Preto demonstra a necessidade de maior transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos, garantindo que o dinheiro dos contribuintes seja utilizado de forma eficiente e ética.

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