Sessão Extraordinária desta quinta-feira (19) teve polêmicas sobre o Daerp
A semana em Ribeirão Preto foi marcada por um clima político tenso, com a situação na Aoudaerp (agência de água) virando o centro das atenções. Tudo começou em uma sessão extraordinária da Câmara Municipal.
Áudio polêmico e demissão
O vereador Lincoln Fernandes expôs um áudio na sessão, atribuído ao então diretor técnico da Aoudaerp, Valdu Vilani. Nesse áudio, Vilani afirma que a Aoudaerp é um “paciente terminal” e que o prefeito Duarte Nogueira teria dado ordens para “matar” (interpretado como privatizar) a autarquia caso a situação não fosse revertida. Após a divulgação, Vilani pediu demissão.
Reações e investigações
Vilani, em carta publicada no jornal Cidade, alegou que o áudio foi editado e tirado de contexto. Fernandes negou ter feito edições. A Aoudaerp iniciou uma investigação interna para identificar quem gravou a reunião sigilosa da diretoria, ocorrida há cerca de dois meses. A suspeita é de que haja alguém trabalhando contra a gestão atual.
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Consequências para a Aoudaerp
A saída de Vilani e sua equipe levanta questionamentos sobre o futuro da Aoudaerp, especialmente em relação ao prazo dado pela justiça para solucionar o problema crônico de falta de água na cidade. A agência tem até 1º de novembro para resolver a questão. A crise na Aoudaerp é considerada a primeira grande crise política do governo Duarte Nogueira, superando em impacto a greve dos servidores. A sessão regular da Câmara acabou ofuscada pelos acontecimentos na sessão extraordinária.



