Semana promete diversos embates na Câmara Municipal de Ribeirão
Nesta semana em Ribeirão Preto, a política estará agitada com depoimentos no Fórum sobre a Operação Sevandija e comissões na Câmara Municipal. A situação da segurança pública, especialmente após o toque de recolher imposto pelo tráfico na sexta-feira em bairros como Ribeirão Verde, exige posicionamento dos vereadores, inclusive da comissão permanente de segurança pública presidida pelo vereador Maurício Gasparini.
Cobrança aos Vereadores e Deputados Estaduais
A insegurança e os atos do tráfico, que incluíram a paralisação do transporte público na zona leste, demandam uma resposta enérgica dos representantes locais. A responsabilidade pela segurança pública, embora recaia sobre o Estado, exige a participação ativa do município. Vereadores governistas e os três deputados estaduais (Rafael Silva, Nelson Gasparini e Leo Oliveira) devem cobrar providências das autoridades competentes, considerando que o problema extrapola os limites municipais, tratando-se de uma questão estadual ou até mesmo nacional, relacionada ao efetivo policial.
CPI das Ambulâncias e Relatório Final
A CPI das ambulâncias concluirá seus trabalhos com a leitura do relatório final na Câmara Municipal, previsto para as 15h. O documento, que será encaminhado ao Ministério Público e à delegacia seccional, detalha irregularidades na manutenção das ambulâncias, incluindo a falta de controle por parte da prefeitura, troca de peças sem notas fiscais e repasses à Receita Federal. A situação aponta para uma desordem administrativa e falta de transparência na gestão pública.
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Prefeitura e Gastos com Imóveis Alugados
A Prefeitura de Ribeirão Preto enfrenta problemas com a gestão de seus imóveis. Uma solicitação via Lei de Acesso à Informação revelou que a prefeitura não possui um levantamento completo de seus prédios e terrenos. Atualmente, são 43 imóveis alugados, gerando um gasto mensal de R$ 330 mil, totalizando aproximadamente R$ 4 milhões anuais. Um exemplo emblemático é o aluguel da fazenda municipal na Rua Lafayette, que custa mais de R$ 40 mil mensais. A falta de controle sobre o patrimônio público demonstra ineficiência administrativa e desperdício de recursos.
A semana promete discussões acaloradas e cobranças por transparência e eficiência na gestão pública de Ribeirão Preto, em diferentes esferas de poder.



